A que horas começa?

O imaginário popular relaciona o estudo de Economia com finanças. Não sou da área e nem estou a par de detalhes das grandes teoria econômicas vigentes, mas sempre acreditei que na verdade economia é apenas um sinônimo para relações humanas. Durante minhas aulas de Economia no primeiro semestre do curso de Direito, a única coisa que ainda lembro até hoje é o que se chama “Lei dos recursos Escassos” que em resumo diz que todos os recursos são escassos. Que por maior que seja a cifra, nunca haverá recurso suficiente para se fazer tudo que se quer (ou tudo que se possa querer, para ser mais exato)!  Os autores usam 300 páginas para dizer que sempre é preciso fazer escolhas! É preciso usar os recursos de acordo com as prioridades.

Sendo a tomada de decisões, a eleição de prioridades uma Lei das relações humanas, também temos que entender e aceitar que todas as decisões trazem consigo consequências!

Corriqueiramente nos deparamos em uma situação em que temos um recurso escasso: O tempo! Quase todos os irmãos já chegaram e a reunião não tem início porque se resolve aguardar algum retardatário. Daí eu pergunto: Por que homenagear quem está atrasado segurando o início da reunião ao invés de homenagear aqueles que foram pontuais abrindo os trabalhos no horário marcado? Não estou aqui falando de eventualidades, falo da sistemática e repetitiva falta de respeito ao combinado e, por vezes, previsto em estatuto. Quais as consequências dessa escolha de reiteradamente protelar a sessão aguardando quem ainda não chegou?

A primeira desta decisão quando temos que aplicar a Lei da Escolha, pode ser entendida saindo da economia em direção às ciências da Natureza, chama-se Lei da Inércia. Por essa Lei da Física, um corpo tende a ficar parado se estiver parado, em movimento se estiver em movimento a menos que haja um esforço que altere tal situação. Adaptando para nosso assunto, significa que se algo sempre acontece, a tendência é esse algo continuar acontecendo. Quem faz as coisas sempre da mesma maneira tende a obter sempre os mesmos resultado; em bom português, “O costume do cachimbo deixa a boca torta“! Uma loja (ou igreja, escola, teatro…) que sempre atrase o início das suas atividades vai levar seus frequentadores a considerar esse atraso como algo normal.

Falta de respeito, falta de educação nunca pode ser algo normal!

Vamos ao outro lado da moeda. Vamos a outra opção! Aquele irmão mais empolgado (toda loja tem) chegou bem cedo, arrumou toda a sala e conferiu por diversas vezes; Aos poucos os demais dão o ar da graça e no horário exato a reunião começa, mesmo sabendo que algum irmão pode estar a caminho (Se é que ele vem mesmo). O atrasado poderá entrar normalmente na reunião, obedecendo aos procedimentos do ritual e, principalmente, os membros e visitantes saberão que naquele lugar os horários são cumpridos. Já conheci irmãos que caso cheguem em um lugar e a sessão já tenha tido início preferem ir embora. Nunca concordei muito com os argumentos apresentados mas é uma forma de agir de cada um.

Outra questão a se considerar nos casos de rigidez com o horário é que algum dos retardatários fique aborrecido por não ter sido esperado. Pode acontecer… Mas… Francamente!!!

 desculpa-para-atraso

Deixe uma resposta